segunda-feira, 31 de maio de 2010
ADIAMENTO
Devido a problemas na captação de recursos para viabilização da 8ª edição do Festival de Teatro de Penedo, antigo Festival de Férias no Teatro, a Cia. Penedense de Teatro resolve adiar a realização do mesmo para o período compreendido entre 13 e 29 de agosto de 2010. Por este motivo, adiamos também a data para resultado da seleção dos espetáculos que comporão a programação, para 14 de junho de 2010. Visamos, com tal medida, preservar a realização de mais uma edição de tão importante mostra do interior alagoano, que já está em seu 8° ano e que não seria justo entrar em processo de descontinuidade. É de intenção da Cia. Penedense de Teatro, também, com o adiamento, buscar possibilidades de ampliação da mostra. E essa idéia já foi plantada desde a decisão da mudança do nome para FESTIVAL DE TEATRO DE PENEDO, com a finalidade de ser maior, mais abrangente. O novo nome, inclusive, nos dar a possibilidade de termos o período de realização mais flexível aos acontecimentos, haja vista que o nome anterior já não vinha atendendo a nosso propósito inicial, o de ter opções culturais no “mês de férias”. Hoje, o mês de julho não é mais, via de regra, “o mês das férias”, haja vista a diferença entre o recesso das escolas pública e privada de nosso município, fato que nos fez, nos últimos anos, tentar nos adequar a um período comum para todo nosso público alvo inicial: jovens estudantes de Penedo e região. Mesmo com o adiamento, o Festival preservará seu formato original de realização em 03 finais de semana, além de algumas novidades que estamos preparando e que, com certeza, agradará a todos. Agradecemos a todos os grupos que acreditaram no projeto e fizeram suas inscrições, ao tempo que desejamos a todos boa sorte. Penedo os espera!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
INSCRIÇÕES PRORROGADAS!!!
segunda-feira, 15 de março de 2010
INSCRIÇÕES ABERTAS!!!
As inscrições para a 8ª edição do Festival de Teatro de Penedo, ex-Festival de Férias no Teatro, estão abertas a partir dessa segunda-feira, dia 15/03/2010. Segue abaixo, link para download do Edital e Ficha de Inscrição. Preparem seus projetos e sejam bem-vindos!
Edital
Ficha de Inscrição
Obs: Os links irão te direcionar para a página do MegaUpload, onde será gerado o download dos arquivos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
CIA PENEDENSE DE TEATRO
Cia. Penedense de Teatro, fundada em 25 de março de 1990, em Penedo - Alagoas, a partir de uma oficina promovida pela prefeitura da cidade.
Ao longo de toda essa jornada, a Cia Penedense de Teatro vem propondo a formação de platéia, realizando espetáculos, esquetes, promovendo Saraus, Festival, participando de projetos, intervenções, conferências, Festivais de Teatro, workshoping’s.
A Cia. Penedense de Teatro, Iniciou com Teatro de Rua, como forma de protesto, pois o único teatro da cidade (Theatro 7 de Setembro) era ocupado por um Clube de Festejos, nomeado Imperial Sociedade Filarmônica.
Seguindo a linha do Regionalismo e do Clowns, com teatro de Rua e de Palco, a Cia participou de Festivais sendo premiada em 1999 no Festival Internacional de Marechal Candido Rondon/PR e em 2001 no Festival Nacional de Presidente Prudente/SP com o Espetáculo de autor alagoano Flavio Rabelo “TERRA TERTA, como Melhor direção, melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor figurino, melhor maquiagem, melhor sonoplastia e 2º melhor espetáculo, em 2003 também no Festival Nacional de Presidente Prudente/SP, com o espetáculo “D’Outro Lado do Circo” adaptação do texto A Arvore dos Mamulengos de Vital Santos, premiado com melhor ator coadjuvante e melhor adereço, no V Festival SESC de musica alagoana foi premiada com “Olha o Babau” por Técio Smith (diretor musical do espetáculo).
Em 2010 a CIA PENEDENSE DE TEATRO completa 20 anos de persistência e realiza a 8ª EDIÇÃO DO FETIVAL DE TEATRO DE PENEDO.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
THEATRO 7 DE SETEMBRO
O Theatro 7 de Setembro foi o primeiro teatro construído em Alagoas, seu primeiro espetáculo foi "Violino do Diabo".
O teatro hoje, tem 353 lugares dividido em auditório, primeira, segunda e terceira galeria. Palco Italiano 6x8 metros.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
HISTÓRIA DA CIDADE DE PENEDO
A capital barroca do São Francisco
Em excelente posição estratégica, majestosamente situada à margem esquerda do Rio São Francisco,
Origem - A origem de Penedo é repleta de incertezas, a exemplo de cidades lendárias como Roma ou Atenas. Os melhores nomes da historiografia alagoana trazem informações contraditórias sobre a data de sua fundação. Tomás Espíndola, Moreno Brandão, Diégues Júnior, Craveiro Costa e José Próspero Caroatá, cada qual se insere numa corrente e tem a sua versão. Abelardo Duarte defende que o fato se deu nos idos de 1535. Já Werther Vilela Brandão afirma não haver nenhuma documentação comprovando o aparecimento do burgo no século XVI. A bandeira dos irmãos Albuquerque teria sido apenas um trabalho de contato com a terra e de confronto com os nativos. Controvérsias à parte, o certo é que o povoado já estava criado quando o sesmeiro Cristóvão da Rocha, que recebeu as terras da Coroa, em 1613, ergueu a igreja em homenagem a Santo Antônio, um ano depois.
HISTÓRIA - Sua história é um livro dourado marcado por acontecimentos importantes. O domínio holandês atingiu a cidade de
Falar ou escrever sobre Penedo é cair no tópico. Desde que Duarte Coelho Pereira, para consolidar seu domínio sobre a capitania que dirigia, navegando rio acima até seu ponto mais austral, chegou, em 10 de outubro de 1555, ao lugar onde seria o núcleo inicial da cidade. Uma bela história de aventura humana na região teve início, mesclando índios, portugueses, holandeses, negros e mestiços, muitos atores em um só cenário.
Agrupamento indígena, feitoria para armazenar pau-brasil e outros produtos da terra, Forte Maurício, Vila do São Francisco, Vila do Penedo, porto aberto à navegação, centro dinâmico do Rio São Francisco, sede do governo imperial quando recebeu Sua Majestade D. Pedro II, Conselho de Intendência, diocese e município republicano são algumas das etapas percorridas pela barroca urbe nordestina, legítima capital de todo o exótico e belo universo sanfranciscano.
Quando se caminha hoje pelas ruas de Penedo, pode-se sentir entrar nos ouvidos o som de muitos séculos, de muitas fases de sua história, de povos e gerações diversas. De gente anônima e também de figuras ilustres que a ajudaram a transpor etapas, tornando seus nomes referências na vida da cidade. Cada página de sua história é um nome a lembrar, são momentos gravados que se tornaram perenes desde a entrada de Duarte Coelho no rio e a escolha do sítio inicial na penedia de visão estratégica. Muitos outros passaram e ficaram.
A memória penedense é um amálgama de histórias de onde se pode obter o corte vertical da vida alagoana de todos os tempos. Desde a sua pré-história, dos primitivos habitantes, das nações e tribos que hoje são nomes distantes, quase desconhecidos: abacatiaras, caetés, aconans. Das origens místicas do Opara às lendas fantásticas e absurdas que despertaram a cobiça dos navegadores europeus, sempre sonhando com a visão de nativos ricamente adornados com jóias, carregando cestas cheias de ouro e prata. Das feitorias disputadas pelos países poderosos da época. Dos corsários franceses que se alojaram nas franjas do rio e no seu nicho de pedra para fazer o comércio do pau-brasil com os índios.
Penedo ganhou atestado de batismo dos irmãos Coelho de Albuquerque, da Nova Lusitânia, que vislumbraram desde logo a importância estratégica de seu sítio para a penetração e vigilância da região. Penedo da controvérsia sobre a data de sua fundação e da ligação forte com o rio carinhosamente chamado de “Velho Chico”, a grande porta de entrada para o interior, para o sertão.
Penedo de ampla influência religiosa, do curato de Santo Antônio e do primeiro orago, da matriz de Nossa Senhora dos Remédios, das ordens e confrarias, da florescente vila agraciada com o título de “muito nobre e leal”. Vila que conheceu a invasão dos flamengos e seduziu o Príncipe de Orange, que fundou um forte com o seu nome. Teatro de combates e lutas que redundaram na expulsão dos holandeses, onde avultou o heroísmo de Valentim Rocio no Campo Alegre.
Penedo conheceu a rebeldia indômita dos quilombos: participou do período de afirmação política da capitania, das lutas da independência, das crises política e militar da Revolução de 1817, que resultou na emancipação de Alagoas de Pernambuco, dos enfrentamentos no episódio da transferência da capital para Maceió, dos movimentos republicano e abolicionista, das grandes transformações materiais do século XIX que tiveram no advento da navegação a vapor um dos pontos mais destacados.
Impulsionada pelo porto e pelos currais do rio, mais ligada ao sertão e ao ciclo do gado, participou também do ciclo do açúcar com seus engenhos, casas-grandes e senzalas aparecendo em sua zona rural. A importância do núcleo habitado por comerciantes e artesãos cresceu gradativamente. No período do Império e começo da República, era considerada uma autêntica capital e a única rival de respeito do porto marítimo de Maceió, que substituiria a antiga cidade das Alagoas como sede dos poderes político e administrativo da antiga província, pois, com um próspero parque comercial e industrial, detinha, em seu território, fábricas diversas e seu movimentado porto fluvial era um verdadeiro pólo de atração das cidades sanfranciscanas, com ligações estreitas com Sergipe e Bahia.
Desde as eras colonial e imperial, o burgo se destacava como um celeiro de lideranças. Essa vocação continuou ainda no início do período republicano, quando diversos penedenses se colocaram à frente da administração estadual, ultrapassando até quadros tradicionais da poderosa área canavieira. Dos cinco primeiros governadores do Estado de Alagoas, três estavam diretamente ligados à cidade.
O que não foi conseguido com a emancipação em
A implantação das unidades de agroindústria do açúcar revivendo os tempos do engenho bangüê, o desenvolvimento da sua instituição de ensino superior trazendo alunos de outros municípios e estados vizinhos e a redescoberta dos seus tesouros em uma cidade rica em patrimônio histórico e cultural, trouxeram a esperança de um novo tempo para a mais bela urbe alagoana. Restauram-se igrejas e prédios históricos; mecenas constroem museus, espaços culturais e casa de memória; conserva-se sua vocação musical; florescem as artes. Orgulhosa de seu passado, a cidade teve o seu tombamento aprovado e foi considerada, por decreto federal, patrimônio histórico nacional.
Foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial n° 3, em 18 de abril de 1842.
Texto confederação Nacional dos Municipios